Pessoas comuns também usam Linux, sabia?

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Você sabia que pessoas que não trabalham com tecnologia também usam Linux no seu dia-a-dia? Hoje vamos conhecer a Olivia Maia, uma escritora paulistana de romances policiais que é Linuxer até o último fio de cabelo.

Por Emanuel Campos

Olivia Maia é sem acento. Assim se define a escritora paulistana, palmeirense, professora, escritora, nerd, observadora de nuvens, não necessariamente nessa ordem.

Olívia também é uma excelente escritora de romances policiais, com diversos livros publicados, incluindo seu mais recente lançamento pela Editora Draco, A última expedição. E o que esta escritora, professora e amante de tantas coisas tem haver com Linux? Bom, ela prova que o Linux tem deixado de ser para aqueles do mundo de TI apenas.

Para um usuário de PC, o mundo Linux pode parecer assustar, nos fazendo pensar em comandos por telas de textos semelhantes ao DOS, mas esta escritora veio e provou que usar Linux pode ser para quem estuda outros tipos de linguagens também, a linguagem portuguesa, por exemplo. Mas deixemos o papo furado de lado e vamos à uma mini entrevista que fiz com ela, para que ela própria se apresente e narre sua experiência com o Linux, sem que seja ela, uma pessoa do mundo de TI, necessariamente.

1. Quem é a Olivia Maia?

(Que pergunta difícil). Olivia Maia é escritora, principalmente, e Olivia Rezende é professora e editora de comunicações no Colégio Santa Cruz (escola privada de São Paulo). Porque eu sou assim meio esquizofrênica. Dou aulas de Comunicação e Expressão no curso técnico, noturno e gratuito. Escrevo e já publiquei alguns livros, a maioria independente, e agora sai o quarto romance, patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural.

2. Como nasceu seu contato com o Linux?

Lá pro fim de 2005 e começo de 2006 comecei a ficar de saco cheio do trabalho constante de manutenção no Windows. Era desfragmentação do disco, limpeza de registro, antivírus, antispyware etc etc etc. Nunca gostei do Windows: meu primeiro computador foi um Mac Performa 730 com 20mb de RAM que usei até o limite da sensatez. Em 2000 meu tio me deu um desktop com Windows ME e digamos que a experiência não foi das melhores. Claro que instalar o XP resolveu parte do problema, mas a questão com a manutenção permanecia. Sem contar que no meio do caminho precisei trocar um HD bichado provavelmente por causa de vírus.

Passei uns seis meses namorando o Linux. Fucei um monte na internet. Com o Ubuntu 6.10, tomei coragem e instalei a distro. Nem deixei dual boot. Matei o Windows sem remorso. Apanhei por causa de velocidade da conexão e placa de vídeo, que era ATI, mas aprendi a usar o irc pra pedir ajuda e procurar soluções nos fóruns. Tudo se resolvia, e ainda conheci um monte de gente legal. Quando fui comprar meu primeiro notebook, o principal requisito foi a compatibilidade com o Ubuntu.

3. Seu blog/site promove seu uso do conteúdo livre. Por quê?

Por quê não promover? Não entendo nada de programação, senão html e css, e divulgar o software livre é o mínimo que eu posso fazer para contribuir. É algo em que eu acredito.

4. Quais trabalhos você desenvolve com o Linux? Seus livros, aulas, afins…

Eu uso Linux em casa e no trabalho (me deixaram instalar aqui no computador que uso), então tudo é feito nele: livros, textos diversos e aulas; edição de imagens, no trabalho; também desenho usando um tablet wacom; meu blog.

5. Qual distribuição você está usando?

Xubuntu 12.04. Fiquei com preguiça de atualizar para o 12.10 e agora acho que vou esperar o 13.10. No netbook instalei uma versão do Ubuntu 12.10 com o Gnome Shell para testar, mas ficou lentão.

6. Há algo que o Linux não faça, que você desejaria ter?

Agora só me faz falta um driver da impressora aqui do trabalho que não funciona no Linux de jeito nenhum. Também sinto falta do Gnome 2.0…

7. Há algo que apenas o Linux faça, que você exiba entre colegas?

Instalação rápida de algum programa via terminal (“nossa, já instalou?”); instalação rápida de driver (menos esse da impressora que estão usando agora haha!)… normalmente são coisas que no Ubuntu são muito mais simples, já que não me ligo muito em eye candy e para mim o mais importante é o que ele não faz: não bagunça meu computador, não trava, não deixa entrar vírus, não deixa tudo lerdando, não subestima a minha inteligência etc etc etc ;)

Olivia Maia é difícil de ser encontrada pessoalmente, agora que ela e seu companheiro estão viajando o Brasil, mas virtualmente você poderá encontrá-la em seus dois blogs, um sobre literatura, e outro sobre suas próprias viagens.

Acesse o blog da Olivia aqui: oliviamaia.net

Emanuel Campos é colaborador do Seja Livre.

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