Novidades sobre as buscas no Dash do Unity no Ubuntu 12.10

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A Canonical liberou em seu blog oficial algumas explicações sobre como está definido o sistema de buscas e a lente comercial no Ubuntu 12.10 (que será lançado neste quinta, dia 18/10).

Alguns pontos foram esclarecidos e outros (pelo menos pra mim) deixaram um certo ar de dúvida. Leia abaixo o que foi publicado aqui pela Canonical:

Sobre a Privacidade – A comunicação entre o cliente e o servidor foi criptografada, utilizando o protocolo HTTPS. Isto introduziu uma certa latência na exibição dos resultados das pesquisas, porém os desenvolvedores do Ubuntu estão trabalhando duro para otimizar estas requisições.  No próximo ciclo de lançamento (ou seja, durante o desenvolvimento do Ubuntu 13.04), a Canonical está destinada a solidificar a implementação do Ubuntu One Music Store, principalmente na adição de avisos legais de privacidade e direitos autorais que deverão ser visualizados diretamente no Dash.

A Canonical deixou claro que não tem a intenção de armazenar ou compartilhar qualquer dado identificável ou não dos usuários do Ubuntu, além do necessário para oferecer o serviço de pesquisa solicitado pelo próprio usuário (o qual, também já deixaram bem claro, que poderá ser desabilitado do Ubuntu).

Sobre Conteúdos Adultos – Conteúdos “não seguros” ou “não adequados para determinados ambientes”, podem aparecer nos resultados das buscas, tendo em vista que dependendo dos termos pesquisados, os filtros e blacklists aplicados às pesquisas não conseguirão “barrar” tal conteúdo. A Canonical prevê que apenas em casos esporádicos, estes conteúdos irão aparecer nas buscas.

Sobre melhoria de qualidade das Pesquisa – A Canonical está focada em solucionar a questão da qualidade das pesquisa. O Dash dá o que você quer o tempo todo, porém às vezes um produto da Amazon será exibido no lugar do que você busca, e por isso ela precisa melhorar seu sistema. A Qualidade nas  pesquisa continuará sendo o foco de constante desenvolvimento e ainda será assunto para muita discussão.

Sobre o fator “Comercial” – Manter o Ubuntu como um projeto sustentável requer o desenvolvimento de serviços que melhorem continuamente a experiência do usuário e ao mesmo tempo possam ser “monetizados”. O comércio online é uma parte real e importante da experiência cotidiana com o Dash, além de ser importante (financeiramente) para a evolução do Ubuntu. As aparições de conteúdo monetizado já é padrão no Ubuntu 12.10, porém a Canonical respeita seus usuários e (como já comentamos aqui no Seja Livre) implementou a opção de desabilitar a “lente comercial” nas “Configurações do Sistema”.

Não é novidade pra ninguém que a Canonical está amplamente destinada a concretizar as publicidades no Ubuntu e, apesar de disponibilizar uma forma de desabilitá-las, creio que em um futuro não muito distante, os próprios usuários do Ubuntu estarão acostumados a serem alimentados de publicidade indesejada assim como os usuários do Google já estão.

E com relação a implementação do HTTPS… bom, foi como já comentei: os certificados SSL não são garantia da segurança de uma conexão, e sim uma (ou algumas) barreiras a mais de segurança. Sugiro que você leia os artigos abaixo para entender melhor como uma conexão HTTPS pode ser “facilmente” comprometida:

Mas na verdade o que me preocupa nesta história de HTTPS não é a vulnerabilidade em si, e sim o fato da Canonical declarar que nenhuma dado identificável ou não será armazenado ou compartilhado, a não ser o necessário para oferecer o serviço de pesquisa solicitado

 

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