Não existe Distribuição Linux leve!!

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O caro colega pode achar que escrevi besteira no título mas gostaria de me explicar perguntando: quanto de recursos você deixa da sua “distribuição linux linux leve” em comparação com outra mais “pesada”?

Recentemente testei um novo gerenciador de arquivos para o KDE4, propagandeado como tendo os mesmos benefícios e muito mais leve que o dolphin. Mas não tinha um recurso que acho importante para mim: o visualizador arquivos multimídia embutido. Isto poupava-me de abrir continuamente um player ou navegar onde estava o arquivo.

Já testei várias interfaces leves que – justamente por serem assim – retiravam recursos considerados “fúteis” pelos desenvolvedores, retornando sempre ao visual pobre do windows 95/98, isso em pleno século 21…

distro_leve

Mais importante do que ser “leve”, é observar se atende as necessidades de quem usa. E na atualidade não deveria haver preocupação com computadores antigos. Em primeiro lugar, o preço estão baixos e no Brasil qualquer um pode financiá-lo sem problemas, se for o caso. Em segundo lugar, o hardware aguenta com folga as interfaces mais complexas. Lembre-se de que são feitos para os vorazes windows e, para o linux, dão conta do recado tranquilamente. Em terceiro lugar, ninguém monta computadores para durar a vida inteira. Este ramos é altamente móvel e novos recursos surgem continuamente. Após 3-4 anos, já é hora de mudar.

Em vez de nos preocuparmos em desenvolver distribuições leves, deveríamos ajudar na correção de bugs, melhorar o desempenho das bibliotecas gráficas, reportar falhas etc. Incrementar a performance das melhores distros, sem perda de recursos úteis, é a forma mais eficiente de aproveitar cada gota da potência que nossas máquinas possuem. O resto é vontade de se criar um pinguim diferente por fora e idêntico a muitos por dentro!

Artigo enviado por Antonio Carlos Vasques da Silva