Mark Shuttleworth diz que não está interessado no desenvolvimento do Kernel Linux

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Nas últimas semanas uma briga recorrente tem tomado espaço em diversas páginas da internet, envolvendo mais uma vez a Canonical e seu CEO, Mark Shuttleworth.

A Canonical, que é a empresa por trás do Ubuntu e a maior responsável por difundir o “Linux” aos usuários finais, não apareceu na lista dos 20 principais contribuintes para o Kernel Linux, o que aliado as acusações de Joe Brockmeier, um dos escritores da Linux Magazine, foi o suficiente para suscitar mais uma vez a briga das outras comunidades Linux com a Canonical, briga essa que foi mais uma vez liderada, principalmente, pela Red Hat.

Aparentemente o assunto já havia começado a cair no esquecimento quando Mark Shuttleworth “dá mais um golpe” e retoma a briga. Em entrevista ao site The Inquirer, um dos principais portais de notícia de Londres, “Tio Mark” declara que a Canonical não está interessada no kernel Linux:

“É absolutamente verdade que nós não temos nenhum interesse nos fundamentos básicos do kernel do Linux, absolutamente nenhum. O kernel Linux estava em pleno desenvolvimento antes do Ubuntu ser criado, o que faltava na época era um compromisso com a experiência do usuário final; a qualidade e integração que o Ubuntu exclusivamente trouxe. Eu não creio que alguém possa pensar que o nosso trabalho não seja uma contribuição.”

Mark ainda disse mais:

“Quando você vai a uma conferência de kernel, 70% das pessoas estão usando Ubuntu. Isso significa que o trabalho que eles estão fazendo no kernel é reforçado pelo fato de que seus laptops são funcionais e eles encontram liberdade e segurança para trabalhar.”

Sobre a Red Hat, Mark complementa:

“Na nuvem, na versão Enterprise e no desktop, a Red Hat usa uma quantidade enorme de tecnologia que a Canonical desenvolveu, pois estamos investindo substancialmente em coisas que achamos que são importantes”

Bom, depois de tudo que foi exposto, eu só posso acrescentar que cada parte é importante na construção e desenvolvimento do Linux como um “ecosistema”. Sem o kernel Linux, o Ubuntu não seria nada e sem o Ubuntu, o “Linux” não teria sido difundido em tão grande escala, e consequentemente, sem o Ubuntu o Linux não seria tão bem aceito atualmente.