Linux, Windows e MAC, e o futuro do “desktop” como conhecemos hoje

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Esta manhã li uma matéria no computerworld.com.pt que me fez pensar. O Título era “Windows para desktop rumo ao esquecimento” (leia aqui), e o autor comentava a posição da Gartner, uma das maiores consultorias em pesquisa sobre tecnologia, que aponta que até 2020 a versão do Windows para desktops estará presente em cerca de 10% dos dispositivos conectados a internet.

Hoje, segundo o w3Schools, o Windows (nas diversas versões do SO) representa 83,6% das máquinas que acessam a internet. Será que em 8 anos o SO da Microsoft pode cair mais de 70 pontos percentuais?

Segundo o StatCounter, em 1 ano os acessos a internet oriundos de desktops (PCs, Laptops e MACs) caíram 4,36%, enquanto que os acessos oriundos de dispositivos móveis (smartphones, tablets, iPhones,iPads e iPods) cresceram 4.35%. Em 2010, a CETIC.br realizou uma pesquisa com crianças entre 5 e 9 anos, onde provou que as mesmas estão abandonando o desktop: 64% usam dispositivos móveis, enquanto que 57% só usam desktops.

Se a progressão anual continuar a mesma, daqui a 8 anos, os acessos a internet por desktops cairão 34,88%, totalizando 59.37% dos dispositivos que acessam a internet, enquanto que os dispositivos móveis representarão, em 2020, 40.63% dos acessos a rede mundial de computadores. Isso SE a progressão for a mesma, o que provavelmente não será.

A tendência realmente é que os dispositivos móveis ultrapassem em larga diferença os desktops. Se analisarmos, através do Statcounter, a mesma pesquisa no período de maio de 2010 até maio de 2011, vemos que, em 1 ano, a média de acessos a internet por dispositivos móveis aumentou em quase 2%. Isso em apenas 1 ano!

Sobre a comparação das venda de dispositivos móveis e desktops, não preciso nem comentar: em janeiro de 2012 os smartphones ultrapassaram a média de vendas anual dos desktops, chegando a 62.7% das vendas de informática.

Mas o que isso tudo quer dizer? Pela primeira vez na história a Microsoft está apostando certo. O Windows 8, apesar de rodar em desktops, está perfeitamente integrado e bem preparado pra funcionar em dispositivos móveis. A Apple, por sua vez, está apostando alto no iOS, que se encontra em uma briga ferrenha com o Android, pois o mesmo cresce assustadoramente a cada dia, chegando a marca de 900 mil ativações por dia.

No universo Linux, (sem levar em conta o Android do Google) a única “empresa” que ao meu ver está engajada (ou pelo menos cogita a possibilidade de isso acontecer) é a Canonical, que vem aprimorando o Unity cada vez mais, tornando-o um possível ambiente móvel para versões móveis do Ubuntu (talvez). Infelizmente a “comunidade Linux” parece não estar vendo isso. Do ponto de vista “comunidade”, o único projeto que está se empenhando em portabilizar seus recursos para ambientes móveis, é o KDE, com o projeto Plasma.

No futuro, não enxergo a extinção dos desktops, mas com certeza não serão mais o principal dispositivo de um usuário. E com esta tendência de aplicações e arquivos em nuvem, a importância de “qual SO roda na minha máquina”, se tornará muito menos relevante.

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