Especialistas do SERPRO falam na FISL sobre ataques sofridos nos últimos dias

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O governo federal tratou de aproveitar o FISL para informar a população sobre os recentes ataques de crackers aos sites do governo brasileiro. Estes demonstraram a capacidade do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) em lidar com tais ameaças. Entre os sites hospedados pelo Serpro, nenhuma informação foi roubada e os ataques foram debelados a tempo e com sucesso.

Mesmo diante dessa demonstração de segurança, algumas dúvidas surgiram: será que o Serpro e o governo brasileiro estão de fato preparados para lidar com essas ameaças? O fato de o Serpro trabalhar amplamente com sistemas em software livre, de código aberto suscita curiosidade: este tipo de sistema é melhor ou pior quando se trata de segurança?

De acordo com o Tenente-coronel Paulo Fernando Lamellas, do departamento de Ciência e Tecnologia do Exército não há dúvidas: sistemas construídos com código aberto são mais seguros. “O fato de o código fonte ser liberado, aberto, faz com que mais pessoas tenham a possibilidade auditá-lo e melhorá-lo. As falhas são corrigidas o tempo todo. Essa é a principal vantagem”, explica.

“A vantagem do software livre é que, como o software do governo tem código aberto, é possível adaptar as necessidades de desenvolvimento de cada órgão, além da melhora da segurança”, explica o gaúcho Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro.

“Em um software de código fechado, a confiança precisa passar pela empresa que fornece o serviço e muitas vezes ela ainda julga se sua necessidade é procedente ou não, ao passo que nos sistemas de código aberto é possível alteramos, adaptarmos e mudarmos o sistema de acordo com nossas necessidades de segurança”, avalia Tiago Iahn, especialista em segurança da informação do Serpro.