#DicasLPI – 102.2 – GRUB – Parte 1

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GRUB é a sigla para GRand Unifield Bootloader. Ele é hoje o carregador de boot mais utilizado pelas distribuições Linux, e foi desenvolvido inicialmente por Erich Stefan Boleyn, disponibilizado como software GNU. Entre suas principais características está a capacidade de trabalhar com diversos sistemas operacionais, tais como o Windows e as versões BSD, e seu conseqüentemente suporte a vários sistemas de arquivos, como o ext2, ext3,ext4, reiserfs, FAT, FFS, entre outros.

Um dos motivos mais óbvios para o GRUB ser usado é sua capacidade de permitir que o usuário escolha um dos sistemas operacionais instalados em seu computador. Em outras palavras, o GRUB é capaz de trabalhar com “multiboot”. Além disso, esse gerenciador também é capaz de “bootar” sistemas em discos SCSI ou mesmo carregá-los através de imagens disponíveis em rede.

Instalação do GRUB

O GRUB é instalado na MBR  sendo disponível por diversas distribuições. O mesmo permite a adição no computador durante a instalação do sistema, no entanto, se você já tem o Linux instalado em sua máquina, a instalação do GRUB não é complicada (e geralmente deve ser feita através de um usuário com privilégios de administrador).

Sistemas baseados no Debian:

 # aptitude install grub

Sistemas baseados em Red Hat

#yum install grub

 Configuração do GRUB

O GRUB faz uso do arquivo /boot/grub/menu.lst para definir e carregar sua configuração (um detalhe importante: dependendo da distribuição, o GRUB pode usar outro diretório e outro nome de arquivo, como grub.conf ou menu.conf). Nele, a primeira coisa que chama a atenção é sua forma de trabalhar com os discos rígidos do computador. Ao invés de referenciar esses dispositivos como /dev/hda1, /dev/hda2, etc, ele o faz através dos termos (hd0,0), (hd0,1) e assim por diante. Observe a tabela abaixo para um melhor compreensão:

 Padrão GRUB

/dev/hda1 (hd0,0)

/dev/hda2 (hd0,1)

/dev/hdb1 (hd1,0)

/dev/hdb2 (hd1,1)

O GRUB “enxerga” o HD principal do computador de hd0 (enquanto o Linux o chama de hda). Um disco secundário recebe o nome de hd1 (o Linux o chama de hdb) e assim por diante. Para trabalhar com as partições do HD, o GRUB as referência através de um número inserido após uma vírgula. Assim, a primeira partição recebe o número 0 (zero) – hd0,0 -, à segunda partição é atribuído o número 1 – hd0,1 – e assim por diante. É importante destacar que, nesse caso, o GRUB não faz distinção entre discos IDE e SCSI.

No próximo post iremos dissecar o arquivo de configuração menu.lst descrevendo seus principais parâmetros. Sugestões, materiais e complementações referente ao assunto favor enviar no email ludolf@sejalivre.org


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