Como faço pra escolher a distribuição Linux ideal pra mim?

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Este artigo deveria ser sobre a distribuição chamada Fuduntu, mas, para explicar o que é, e por que diabos mais uma distribuição, achei que caberia um parênteses, um parênteses de um artigo inteiro, para esclarecer os marujos do Google que por ventura caiam aqui, o que são, afinal, as distribuições, por que há tantas e como escolher dentre tantas?

Quem é da casa, já sabe que o Linux possui uma infinidade de variações chamadas distribuições, ou apenas Distros, para os da casa. Mas a cada dia novas versões surgem e fazem nos perguntar, mas que diabos uma nova distribuição? Para começar, para que servem as distribuições?

Já abordamos um pouco do Ubuntu e do Kurumin por aqui, mas se pensar bem, as distribuições Linux podem passar das centenas, desde aquelas feitas em casa, por um grupo de hackers, ou entusiastas que comprar um velha revista de bancas, com os dizeres: “Crie sua própria distribuição Linux!”, até aquelas desenvolvidas por milionários Sul Africanos e usadas por milhões de pessoas.

O Linux é Open-Source, ou seja, o núcleo do código de seu sistema operacional e seus programas são feitos em código aberto e sujeitos à alteração. Como todas as coisas na terra, o ser humano gosta de se aprofundar e deixar sua marca no fruto de sua criação e dar algum sentido específico àquilo que criamos. Como dizem, a necessidade é a mãe da invenção, e para cada nova necessidade, pode-se customizar uma nova distribuição do Linux e alterar a maneira como ele funcionava, orientando-o para funcionar em máquinas mais fracas, ou através de comandos de texto apenas, sem a interface gráfica, ou ainda desenvolvendo-a para atrair novos usuários, fazendo-a a mais visual possível, como funcionam os sistemas operacionais comerciais fechados.

Se você chegou até aqui sem querer, talvez deva saber que grátis e open-source não são a mesma coisa. Há versões paga do Linux, como deve haver algum sistema fechado, que é grátis. O formato PDF ou o formato MP3, por exemplo, são códigos fechados. Seja como for, estamos tergiversando e vamos retornar ao tema:

Como escolher então, a melhor distribuição para você? A revista PC Word recomenda a escolha baseada em 5 fatores:

1) Habilidade: Se você nunca usou Linux na vida, deve escolher aqueles com interface de uso mais visual, com o mínimo de comando de texto, e mais pronto para uso, já com os pluggins para ler formatos fechados como tocadores de músicas e players de vídeos. Fedora, Ubuntu, Mint são algumas das melhores escolhas neste sentido.

2) Foco: Se sua empresa é focada em servidores, não há necessidade de um mundo de coisas que as distros comuns de Linux trazem, como leitores de PDF, Players, pluggins de flash, joguinhos, editores de textos e uma infinidade de quinquilharias, que só servem para ocupar banda de internet. A própria interface gráfica pode ser sacrificada para dar mais desempenho e dedicar as máquinas para suas tarefas. Por outro lado, um Call-center também pode se utilizar de um Linux muito básico, só bastante para os atendentes seguirem um questionário, registrarem as respostas e seguirem adiante nos atendimentos.

3) Suporte: Empresas que adotem o Linux podem necessitar de suportes específicos. Conflitos de softwares, programas novos que não executam e são necessidades corporativas, entre uma infinidade de outros aspectos. De forma geral, o Red-Had é uma das distribuições pagas do Linux, justamente pelo suporte que oferecem aos seus clientes, entre outras questões. Mandriva é uma outra variação com opções pagas e grátis.

4) Hardware: Nada melhor para ressucitar um computador velho do que um Linux. Diferente dos sistemas operacionais mais famosos, como as Janelas da Microsoft, o Linux não é criado para as máquinas mais potentes do presente, e daí para cima. O Linux pode manter sua conexão com navegadores modernos e formatos modernos, sacrificando outros aspectos, e mantendo uma máquina antiga, no jogo. DanmSmall Linux por exemplo, roda quase que de um disquete. Ainda há outros como PuppyDog e o YellowDog para máquinas PPC, como os antigos Macintosh’s. Eu, particularmente, não gosto da JolliCloud, um linux que supostamente roda nas núvens, usando o hardware da sua máquina como plataforma para conectar a internet e o resto pode ser feito via web-applications. Muito bom em teoria, mas os 4Gb que ocupa e a demanda de hardware não funcionaram em máquinas antigas tão bem quanto eu esperaria.

5) Software: Desenvolver Linux para rodar aplicações específicas, em troca de segurança, estabilidade, portabilidade de plataformas e outros aspectos são os motivos para escolher distribuições também. O Linux está presente deste a, hoje mal afamada, rede da PlayStation, até sistemas de diversos bancos, por ser, em teoria mais seguro. Mas assim como toda corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco, o software só faz uma parte da segurança. A outra cabe aos desenvolvedores.

(dicas extraídas do artigo: http://pcworld.uol.com.br/dicas/2010/08/31/como-escolher-uma-distribuicao-linux-para-o-desktop/ )

Curiosidade

Clique na imagem abaixo para conhecer todas as distribuições Linux criadas até hoje em uma linda Timeline:

Enviado por Emanuel Campos

http://lec.blogspot.com 

http://twitter.com/emanuelcampos