Por que eu deveria usar um Chromebook?

Interface gráfica do Chrome OS
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Ontem o Google anunciou sua “mais nova novidade”: o Chromeboox, um dispositivo de escritório que se assemelha Mac Mini da Apple, fabricado pela Samsung.

Pelo que dá pra entender, o Google está seguindo a mesma linha da Apple, tendo em vista que o Chrome OS, o Sistema Operacional do Google que é baseado no Ubuntu, tem um suporte de hardware limitadíssimo, apesar de poder ser baixado livremente aqui.

Chromebook e o Chromebox

Bacana, mas por que eu deveria usar o Chromebook? Quais as vantagens dele em relação a um PC com Ubuntu, por exemplo? Ou até com Windows?  O que eu ganho trocando meu PC por um Chromebook?

A premissa do Google é desenvolver um computador/SO típico para os usuários finais, ou seja, um computador ideal para a minha ou a sua mãe usarem pra acessar a internet, verem seus vídeos, fotos, ouvir músicas e etc. Pra você ter uma ideia, até o Linus Torvalds elogiou o Chromebook e afirmou possuir um. Segundo ele, tendo em vista seu “hardware relativamente fraco” (se compararmos a um MAC ou um PC regular), em algumas tarefas mais avançadas, como programar por exemplo, o “PC do Google” deixa a desejar, porém para o dia-a-dia ele é a “máquina ideal”.

Se tomarmos como base a tendência mundial da informática atualmente, veremos que em futuro bem próximo toda nossa vida girará em torno da computação em nuvem (digo TODA,  pois já estamos na fase do QUASE toda). Pra retificar o que estou falando uso como exemplo a confusão que deu o recente lançamento do Google Drive e o NÃO lançamento de um cliente para Linux.

Se o Google está andando no caminho certo, e eu acho que está, não só pela tendência mundial mas por que o Google tem ditado esta tendência muita das vezes, e em diversas áreas da TI, como por exemplo nas Redes Sociais (olha o Google Plus… estava fadado a morrer e o Google praticamente obrigou os donos de sites/blogs a usarem a ferramenta para aumentarem a indexação e o ranking das suas páginas nas buscas. E agora? Integraram o G+ ao Orkut, uma rede social “morta-viva” que, após o anuncio da integração feito ontem, aumentou drasticamente sua taxa de acessos), em um futuro bem próximo não precisaremos mais nos preocupar com o armazenamento dos nossos arquivos e nem com a instalação de pacotes em nossos Sistemas Operacionais: tudo estará na nuvem.

Interface gráfica do Chrome OS

E onde ficará a histórica briga entre Linux e Windows? E a “Guerra das Distribuições”? Se os desenvolvedores de Sistemas Operacionais, em todas as esferas e plataformas, não se moldarem as novas tendências, a probabilidade de um Chromebook ser o seu próximo computador é muito grande.

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Sobre o Autor

Blogueiro, fundador do Blog Seja Livre, Nerd inveterado, louco por Linux e músico nas horas vagas. Atualmente é o Editor Chefe, Consultor de SEO e Webdesign do Seja Livre, e possui algumas certificações em Linux e Administração de Redes. É usuário Ubuntu e membro do LoCo Team Ubuntu-BR-SP e da Comunidade Ubuntu-BR.

  • Pingback: Google Maps agora tem versão offline para Android | Blog Seja Livre()

  • http://Seusite... Helio Jr.

    Uma dúvida de leigo: eu posso baixar o Chrome OS e instalar no meu netbook?

  • Pingback: O Facebook, a sua guerra oculta contra o Google e nós Usuários | Blog Seja Livre()

  • http://Seusite... Daigo

    Eu sou da opinião que, ainda mais no Brasil, Chrome book e/ou box não irão pra frente, ainda mais com tanta instabilidade de sinal como temos aqui.
    Do q me adiantaria ter 1 computador cujos programas só posso acessar on-line em uma ocasião como final de Abril, no qual tivemos o apagão da Internet (Tim, GVT, Vivo)?
    Creio que ainda essa semana sai uma matéria que escrevi sobre o assunto no Ubuntu Br SC.

    • http://www.sejalivre.org Vinícius Vieira

      Olá Daigo!

      No período de editoração da matéria surgiu este debate aqui no Seja Livre, e fiz de propósito em não colocá-lo no artigo para fomentar este comentário.

      Realmente, muito do que se fala, principalmente em “tendências de TI” não são retratam a realidade do Brasil e de muitos outros países da América Latina. Nossa infraestrutura de rede é um lixo, se comparada a outros países. Seria sim uma ideia muito boa utilizarmos tudo na nuvem, porém pra nós tupiniquins, ainda é uma realidade distante.
      Em contra partida, creio que os desenvolvedores de SO tem que começar a pensar nesta tendência, assim como a Canonical já tem começado muito sorrateiramente a pensar, introduzindo o Ubuntu One.

      Muito obrigado pela participação!

      • http://Seusite... Thyago Harrper

        Mas Vinícius, vc acha que realmente faz sentido ter toda a nossa “vida digital” dependendo de uma rede? armazenando tudo online? e se o usuário for pra um lugar onde nao tem internet? ou a rede é lenta e instavel? e se huver falha tecnica na rede? eu nao gosto da ideia de ter meus arquivos nas mãos de terceiros. somente os backups no Ubuntu One.nao por desconfiança mas, por não querer depender deles.

        • Vinícius Vieira

          Olá Thyago!

          Cara, a questão que abordei não é “querer”, e sim “acabar fazendo” pois com certeza será a tendência da TI mundial… todos achavam estranho ter um computador em casa, e hoje temos até mais de um, todos achavam estranho tem um PC que pudesse ser carregado, e hoje temos os notebooks, todos achavam desnecessário um smartphone, e hoje quase todos temos, todos achavam desnecessário um tablet (eu ainda acho) e muitas pessoas estão mudando de opinião, simplesmente, por que é a tendência que a “moda digital” está ditando ao longo dos tempos e eras…

          • http://twitter.com/hiper4tivo @hiper4tivo

            Então, muito tem a ser dito sobre isso.

            Eu acho que para hoje, mesmo em países com internet boa, a filosofia do mobile é superior a da nuvem total, e vou explicar porque.

            Os apps mobile tem a tendência de sincronizar com a nuvem ao invés de rodar na nuvem.

            Na web o navegador é nosso cliente, e no mobile é o App. O restante todo pode rodar no servidor (depende da aplicação, é claro, que também pode ser 100% offline)

            Então funcionalidades offline (ou parciais) são sim muito desejáveis na minha opinião.

            A questão dos nossos dados na mão de terceiros, também poderá ser solucionada pois o conceito pode mudar, e as pessoas podem ter suas nuvens pessoais também.

            Já pensaram nisso?

            O problema hoje é qualidade da internet, certo?

            Mas quando a internet de todos for boa e barata(mesmo que demore a menos que algum evento apocalíptico aconteça, a tendência é que um dia isso aconteça), torna viável termos nuvens open source virtuais para instalarmos em maquinas que serão nossos servidores em casa, que acessaremos via internet móvel ou em qualquer outro gadget.

            Eu acho que o linux se dará muito bem nessa mudança de paradigma, pois dificilmente o windows continuará sendo o mais usado depois disso. No mobile já não é.

            Acham que viajei muito?

          • Vinícius Vieira

            Com certeza não, você tem toda a razão… eu também não havia visto por este lado.

        • http://Seusite... John Matrix

          É meio isso que o Vínicius já disse. Você vai usar a nuvem pois tudo será feito nela. Mas isso não impedirá de ter uma cópia em algum dispositivo físico. De ter um pendrive bootável com alguma distriuição anti-nuvem com kernel Linux. Assim como ainda é possível usar a linha de comando e até navegar na internet com o Lynx em modo texto, para quem acha que interface gráfica é desperdício de recursos da máquina.