O Kubuntu e a “nova Canonical”

Vinícius Vieira 06/09/2013 4
O Kubuntu e a “nova Canonical”
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De todos os “sabores” do Ubuntu, a variante que mais tem adeptos é o Kubuntu, que nada mais é que o próprio Ubuntu com o ambiente de desktop KDE: praticamente os dois softwares mais usados no mundo Linux.

A algum tempo atrás a Canonical havia anunciado o fim do suporte financeiro à comunidade Kubuntu e logo em seguida a Blue System, uma das empresas que mais patrocina aplicações que usam o KDE, anunciou que iria “adotar” o projeto Kubuntu. Ambas as empresas tomaram estas atitudes, unica e exclusivamente, por questões comerciais: a Canonical por querem ver seu Unity na maioria dos PCs com Ubuntu e a Blue System por acreditar que esse binômio, Ubuntu + KDE, tem potencial pro sucesso.

Estes dias a EmergeOpen, uma empresa britânica sem fins lucrativos de soluções em Software Livre, foi tomada pela mesma visão de negócio da Blue System com o Kubuntu. Ela anunciou um suporte comercial para empresas em todo mundo que usem Kubuntu, com preços bastante competitivos além de um serviço ímpar.

Talvez você pode estar achando legal ou talvez (como eu) você deve ter se perguntado: porque uma empresa sem fins lucrativos ofereceria suporte técnico em TI? Será que realmente existe esse “nível de paixão pelo Software Livre”? Sinceramente eu creio que não…

Do ponto de vista da distribuição o Kubuntu realmente é um incrível Sistema Operacional, que acabou sendo beneficiado ao ganhar novos adeptos devido a evasão de usuários do Ubuntu que vem ocorrendo gradativamente ao longo dos últimos lançamentos da distribuição. É mais do que normal que outras empresas que almejem ser “a próxima Canonical” tenham interesse “comercial” (ainda que não declarado) no Kubuntu.

Se formos voltar no tempo ao ano de 2004, veremos um jovem milionário Sul-africano que, com os mesmos ideais, fundou a Canonical. No começo tudo eram flores… mídias e adesivos eram distribuídos sem custo algum para usuários ao redor do mundo, empresas eram “evangelizadas” com a premissa de usarem um sistema Linux robusto sem pagar nada (ou quase) nada por isso e etc. E com o passar do tempo se tornou uma das empresas mais lucrativas do ramo Open Source.

Sei que é muito prematuro pra tirar estas conclusões (e talvez eu esteja completamente enganado em tudo isso) porém sinceramente não sinto cheiro de coisa boa no futuro…

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  • Danilo Ferreira

    Testei também o Kubuntu e deletei imediatamente do pendrive. Já com o Ubuntu foi amor a primeira vista.

  • Marcelo Teixeira

    O Ubuntu , na minha opinião, sempre foi um remaster do Debian Sid, nada mais. E agora com esse horror chamado unity, nem passo perto.

  • http://thiagonalli.net/ Thiago Nalli Valentim

    Matéria muito boa, eu particularmente não gosto do KDE. Cheguei testar uma vez o Kubuntu porem 1h após o removi.

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