Mesmo com a FSF se mostrando contra a solução adotada, o Projeto Fedora decidiu implementar as chaves da Microsoft para o Secure Boot, já no Fedora 18. Mas como será isso na prática?
Parte do planejamento do Projeto Fedora envolve o pagamento de US $ 99 a Verisign para uso ilimitado dos serviços de assinatura da Microsoft. Isso, por sua vez, permitirá o primeiro estágio do carregador de boot do Fedora ser assinado com uma chave da Microsoft. A outra parte do plano é criar as suas próprias chaves (assim como quer fazer a Canonical) e implantá-las no firmware do sistema, fazendo a sua própria assinatura de binários.
De qualquer maneira o Grub 2 e o kernel irão detectar que eles estão sendo iniciados no que o protocolo UEFI descreve como “modo de boot seguro para o usuário”, e ao detectar isso, eles vão validar a próxima fase com uma chave criptográfica pública específica para o Fedora, antes mesmo de iniciá-lo, explica a equipe do Fedora. Já o Grub2 aparentemente vai trabalhar como se você tivesse definido uma senha de administrador em sua configuração.
Nos bastidores disso tudo, a Linux Foundation, organização sem fins lucrativos responsável pela manutenção, proteção e desenvolvimento do kernel Linux, está criando a sua solução ao Secure Boot implementando um novo bootloader, o efilinux, que foi concebido pela Intel. Mas a verdade é que a Linux Foundation, a FSF, o Projeto Fedora, a Canonical e tantas outras organizações que levantam a bandeira do Linux, não precisariam se preocupar com nada disso se a Microsoft não tivesse imposto a implementação do UEFI aos fabricantes de computador.
Bom, isso tudo é reflexo da ideia fixa do Bill Gates, que na década de 80 quando decidiu “desenvolver” o Windows disse: “um dia teremos PCs em cada escrivaninha rodando o nosso Sistema Operacional”. Passados mais de 30 anos, e mesmo após o Windows ter perdido seu cargo hegemônico face aos demais Sistemas Operacionais, o ideal da Microsoft parece ainda continuar o mesmo.
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