Conky, o Gestor de Sistema Para a Área de Trabalho

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Conky é um software livre que mostra as informações do sistema de uma forma completamente personalizável. Permite mostrar a utilização do disco, da memória, do processador, permite apresentar as horas, a música que se está a ouvir, e-mails e muito mais.

Ou seja, o limite é a imaginação do utilizador, resultando, por isso, áreas extremamente diferentes, bonitas e produtivas! Além da instalação do Conky, também será explicado como instalar os repositórios do Conky Hardcore PPA que adiciona muitas mais funcionalidades a este excelente programa.

Ao contrário de muitos programas que mostram as informações através de widgets complexas que utilizam muita memória, o Conky é renderizado no X, fazendo com que o gasto de recursos seja bastante inferior.

 

 

O seu funcionamento é muito simples: quando arranca lê um arquivo de configuração e, através do que está lá escrito, apresenta no desktop. O que está escrito nesse arquivo de configuração é um conjunto de tags (etiquetas) que definem algo. Para as informações do sistema existem variáveis próprias. No caso do utilizador querer adicionar mais funcionalidades produtivas, pode executar aplicações e o Conky apresentará o output das mesmas.

Como pode ver o potencial deste programa é enorme, pois permite agrupar uma panóplia enorme de dados enviados por outros programas e apresentar na sua área de trabalho. Um bom exemplo desta funcionalidade é apresentar a música que se está a ouvir, mas também permite mostrar os e-mails ainda por ler da sua conta Google e muito mais. Basta ter imaginação ou então procurar algum arquivo de configuração partilhado na Internet por algum utilizador (veja os exemplos deste artigo e as referências no final da página!).

 

 

Instalação simples

Esta aplicação já vem nos repositórios oficiais do Ubuntu, por isso a instalação é muito simples. Escreva o seguinte no terminal:

sudo aptitude install conky

Como referi acima, é necessário um ficheiro de configuração para que o Conky, ao arrancar, possa ler e dispor as informações. O Conky está definido para ler um ficheiro com o nome “.conkyrc” da sua pasta pessoal. Pode instalar o script referido neste artigo que é bastante simples e bonito.

Agora que já tem um ficheiro chamado “.conkyrc” na Pasta Pessoal, já pode executar o Conky:

conky

 

Instalação do Conky Hardcore

Se no entanto quiser todas as funcionalidades pode adicionar os repositórios do Conky Hardcore no seu sistema e instalar bastantes scripts automaticamente. Neste PPA estão disponiveis 14 scripts que abrangem bastantes programas e configurações e torna a utilização do Conky mais simples.

Para adicionar estes repositórios basta escrever o seguinte no terminal:

sudo add-apt-repository ppa:conkyhardcore/ppa && sudo apt-get update

 

Deixo agora uma lista de scripts disponíveis e respectivo comando para instalar:

conkyBanshee

sudo apt-get install conkyBanshee
conkyDeluge
sudo apt-get install conkyDeluge
conkyEmail
sudo apt-get install conkyEmail
conkyExaile
sudo apt-get install conkyExaile
conkyForecast
sudo apt-get install conkyForecast
conkyGoogleCalendar
sudo apt-get install conkyGoogleCalendar
conkyPidgin
sudo apt-get install conkyPidgin
conkyRhythmbox
sudo apt-get install conkyRhythmbox

 

No entanto se os quiser instalar todos de uma vez basta copiar a seguinte linha para o terminal:

sudo apt-get install conkyBanshee conkyDeluge conkyEmail conkyExaile conkyForecast conkyGoogleCalendar conkyPidgin conkyRhythmbox

Se quiser saber o que cada script faz pode conhecer esta página do forum Ubuntu (em inglês).

 

Adicionar o Conky ao arranque do Sistema

Instalar o Conky apenas, não permite ter a aplicação aberta sempre que arranca. Precisa de o adicionar à lista de processos a arrancar. Assim, abra a aplicação Preferências da Aplicações de Sessão (Sistema → Preferências → Aplicações de Sessão), clique no botão adicionar e, na nova janela, preencha os campos da seguinte maneira:
Nome: Conky
Comando: conky
Comentário: Monitor do sistema

 

Caso o seu Conky esteja a dar problemas no arranque, então o melhor, é criar um script que faça arrancar o Conky algum tempo depois do arranque, ou seja, abra o gedit e escreva o seguinte:
#!/bin/sh
sleep 15 && conky
Salve num local seguro. Em seguida, clique na tecla da direita do mouse em cima do ficheiro que guardou e, na aba “Permissões”, ponha um visto em “Permitir executar o ficheiro como uma aplicação”.Depois basta ir às Preferências da Aplicações de Sessão, selecionar a aplicação que tinha adicionar e clicar em “Editar”. Na nova janela, clique no botão navegar e procure o script que criou. De seguida clique em “Gravar” e reinicie o seu computador para experimentar.

 

Configurações básicas do Conky

Antes de mais gostaria de avisar que esta secção apenas explica por alto o funcionamento do arquivo de configuração e não é, de modo algum, um tutorial completo de como criar arquivos de configuração. Para começar, se já instalou o programa aconselho-o a abrir o arquivo de configuração que se encontra oculto na sua Pasta Pessoal, de modo a poder ler este texto e estar a confirmar através do arquivo de configuração.

Tal como referi no início do artigo, este arquivo funciona através de tags ou variáveis. Para além disso, tem duas zonas especiais: a primeira é toda a parte que não será visível e que está antes da palavra “TEXT“; a segunda parte terá todos os textos e variáveis que serão visíveis ao utilizador (por exclusão de partes, esta zona fica a seguir à tal palavra “TEXT“).

A primeira parte do ficheiro serve essencialmente para definir os valores das variáveis, por exemplo definir cores , e também serve para caracterizar a “janela” do Conky, ou seja, se ela é do tipo janela ou está embutida na área de trabalho, se ela está em determinado lugar do ecrã e muito mais.

Quanto à segunda parte, o seu funcionamento parece complexo mas é bastante básico e repetitivo, no sentido de ser sempre igual no início de cada tag. Ou seja, cada parte do seu código começa por “${” para definir a formatação de algo que estará a seguir. Por exemplo para escolher um fonte X com tamanho Y, escreveria o seguinte:

${font X:size=Y}

Outra tagbastante importante é a execução de outros programas de forma a capturar o seu output e apresentar, depois, na área de trabalho. Por exemplo se quiser executar o programa X de 10 em 10 segundos com os argumentos Y1 e Y2, escreve o seguinte:

${execi 10 X Y1 Y2}

Para mais informação acerca de todas as variáveis, aconselho-o a visitar esta página que contém todas as variáveis que o Conky aceita:

http://conky.sourceforge.net/variables.html

 

Exemplos de alguns desktops com o Conky

De forma a ajudar os utilizadores que se querem aventurar a criar arquivos de configuração apresentarei, de seguida, alguns desktops que encontrei pela Internet. Caso conheça desktops bonitos, não hesite em enviar-me para eu adicionar a esta lista. Caso queira utilizar um destes visuais, abra o seu arquivo de configuração e substitua todo o conteúdo pelo conteúdo destas configurações.

 

“Military Conky”Military ConkyArquivo de configuração.

 

“Another conky scripts”Clique para ver a imagem completaArquivo de configuração.

 

“Conky fullscreen”Conky fullscreenArquivo de configuração.

 

Meu desktop atual
Clique para ver o desktopArquivo de configuração.

 

Resolução do problema do desaparecimento dos ícones

 

Existe a probabilidade de, ao executar este programa, os ícones desaparecerem da sua área de trabalho. Ora, isto acontece pois o Conky utiliza uma falsa transparência, ou seja, o seu fundo é apenas uma imagem do que está atrás. E, caso o seu desktop tenha ícones, eles desaparecerão pois o conky apenas cria a tal imagem através do wallpaper e não através do desktop como um todo. Para resolver esse problema, basta pôr no cabeçalho do seu arquivo de configuração o seguinte

own_window yes
own_window_type override
own_window_transparent yes
own_window_hints undecorated,below,skip_taskbar,skip_pager

 

Resolução do problema dos Caracteres Latinos

Seguindo este artigo escrito por Cláudio Novais pode resolver o problema o conky com eventuais caracteres latinos.

 

Referências:

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Fonte:
Excelente artigo publicado originalmente por Pedro Lobo no site Ubuntued!

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# [penelope_c]
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Sobre o Autor

Blogueiro, fundador do Blog Seja Livre, Nerd inveterado, louco por Linux e músico nas horas vagas. Atualmente é o Editor Chefe, Consultor de SEO e Webdesign do Seja Livre, e possui algumas certificações em Linux e Administração de Redes.