Canonical cria proposta alternativa ao Secure Boot (UEFI)

Mark Shuttleworth
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Após o Projeto Fedora ter adquirido uma chave UEFI para seu Sistema Operacional, garantindo que seus usuários possam rodar o Fedora em máquinas certificadas pela Microsoft, Mark Shuttleworth, líder da Canonical, está propondo uma alternativa ao Secure Boot.

Em vez de usar chave da Microsoft, a Canonical está planejando pressionar os fabricantes de hardware para incluir uma chave específica do Ubuntu em seu hardware. De acordo com Shuttleworth, o raciocínio por trás disso é “que o ecossistema do Software Livre não pode ser dependente boa vontade da Microsoft para acessar o hardware de PCs modernos”.

O que ainda não ficou claro é se a proposta da Canonical iria favorecer somente a família Ubuntu (Kubuntu, Xubuntu, Lubuntu e etc), tornando o Ubuntu a única distribuição Linux bootável em sistemas UEFI, ou se a Canonical liberaria chaves para todas as outras distribuições.

O Secure Boot é uma implementação que a Microsoft, juntamente com outras empresas fabricantes de hardware e software, criou para “bootar o Windows em um ambiente seguro, visando diminuir a incidência dos vírus de BIOS. Essa implementação, que é possível através da tecnologia UEFI, torna impossível o boot de outro Sistema Operacional que não possua uma chave segura de inicialização, e desta forma as distribuições Linux que não possuírem tal chave, não poderão ser carregadas em máquinas com essa tecnologia.

Mark Shuttleworth

ATUALIZAÇÃO

Na prática, a Canonical está planejando utilizar o bootloader efilinux (com algumas modificações) no lugar do atual bootloader do Ubuntu, o GRUB2. Os motivos que estão levando a esta decisão são os seguintes:

  • É muito provável que a Microsoft continue impondo aos fabricantes de PC a implementação do UEFI;
  • Existem outros bootloaders que poderiam ser usados, como o caso do GRUB Legacy da Red Hat, porém estas outras implementações estão muito defasadas;
  • Com o efilinux, a assinatura da UEFI seria a nível dos binários da própria aplicação, não necessitando a assinatura do kernel.

A ideia seria simples: usar o efilinux como uma “ponte” para o GRUB2. O efilinux seria usado no lugar no primeiro estágio de boot do GRUB 2.

Como comentei acima, não está nada concreto ainda, porém existem fortes indícios de que seja esta a medida adotada pela Canonical.

Acesse a lista de discussão do projeto “UEFI no Ubuntu” da equipe de desenvolvimento da Canonical para maiores detalhes.

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  • Breno Augustus Lima

    Quando inicio, o linux era ruim comparado a windows, não tinha boa interface gráfica, nada rodava, com o tempo aperfeiçoou e deu uma rasteira na questão gráfica, lembro quando fazia algumas coisas com o kurumin 5 (quadrado desktop) enquanto o rwindows xp a mesma porcaria. Foi o suficiente para dar uma agulhada no coração de bill gates. Corre aqui, corre ali, sai o vista (dor na vista) pesado demais, muita reclamação e corre de novo para o windows 7 “recursos copiados do linux” (não é novidade copiar) o linux faz sua “loja” em alguns sistemas, principalmente no Ubuntu 11, creio que foi o primeiro a exibir em sua barra lateral,mais um ataque de coração para bill gates. Corre aqui, corre ali: Rwindows 8 com loja. Bill gates verifica que está perdendo clientes rapidamente nesses anos para os sistemas livres, fora o que não mencionei entre servidores e portáteis. Agora ele apelou da pior maneira e acho a mais asquerosa: Fabricantes de placas mãe! O pior é que ele sabe que o produto roubado e modificado por ele não presta e assim obriga que todos usem! Espero que fabriquem as chaves UEFI e venham de fábrica os computadores com suporte a sistema linux, sem ter que procurar outros meios.

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