Afinal, o Ubuntu está produzindo Spyware ou não?

Vinícius Vieira 11/12/2012 32
Afinal, o Ubuntu está produzindo Spyware ou não?
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A alguns dias atrás foi publicado uma matéria no blog oficial da Canonical explicando sobre as novidades relacionadas as pesquisas no Dash do Ubuntu 13.04. Dentre elas foram ressaltados temas como “mais empresas parceiras da Canonical para divulgar conteúdo publicitário no Dash” e a possibilidade de se realizar “compras diretamente pelo Dash”.

Isto foi o suficiente para em apenas algumas horas depois, Richard Stallman, o fundador da Free Software Foundation (ele foi o cara que criou o Projeto GNU e idealizou as Leis da Liberdade do Software), escrever uma matéria acusando o Ubuntu de produzir spyware. Não preciso nem dizer que os Anti-Ubuntu logo “dispararam” comentários inflamatórios em toda a Comunidade Linux.

Afinal, o Ubuntu está produzindo Spyware ou não?

Antes de mais nada temos que entender o que é spyware. Segundo a Wikipédia, os Spywares consistem em programas automáticos de computador, que recolhem informações sobre o usuário, sobre os seus costumes na Internet e as transmite a uma entidade externa na Internet, sem o seu conhecimento nem o seu consentimento. Outro conceito interessante que quero ressaltar é o Adware, que como o nome já sugere (advertising spyware), são conhecidos por trazerem na tela do usuário algum tipo de propaganda.

Antes de entrarmos no caso “Ubuntu Spyware”, eu quero te fazer uma pergunta: você usa o Facebook? Se sim, você já leu as políticas de privacidade do Facebook? Se já leu, deve ter percebido que os Adwares são comuns na rede e você NÃO TEM A CAPACIDADE DE PROIBIR SUA EXIBIÇÃO NO SEU PERFIL. Bom, você pode estar dizendo: “não sou dominado pela mídia, eu não tenho conta no Facebook”. Legal, então provavelmente você use o Google Plus. E você já leu a Política de Privacidade do Google Plus? Você sabia que, apesar de não terem propagandas veiculando nas páginas da rede social (ainda), as suas pesquisas e atos na rede são monitorados pelo Google para gerar publicidade pra você nas buscas do Google ou em páginas aleatórias com conteúdo do Google AdWords?

Voltando ao assunto central, eu acho certo a preocupação do Richard Stallman e inclusive não enxergo de uma forma “completamente positiva” a implementação de publicidade no Ubuntu, porém é mais do que claro de que o Ubuntu não está produzindo Spyware simplesmente pelo fato de que você, usuário, tem a possibilidade de desativar as buscas online no Dash.

Jono Bacon, um dos principais desenvolvedores do Ubuntu e líder do projeto Ubuntu Gnome Remix, publicou um post em seu blog pessoal comentando as declarações de Stallman, onde ele deixa bem claro:

O objetivo do Dash no Ubuntu sempre foi o de proporcionar um lugar central em que você possa pesquisar e encontrar coisas que são interessantes e relaventes para você. Ele é projetado para ser o centro de sua experiência. Agora, este é um grande objetivo, e estamos apenas a meio caminho ao longo do caminho para alcançá-lo.

Hoje em dia ele não é perfeito – é preciso melhorar a precisão dos resultados, apresentar os dados de forma mais eficaz, e continuar a expandir a cobertura e a capacidade de dados em pesquisas no Dash. A cada nova versão do Ubuntu nós recebemos um feedback incrível da nossa comunidade e nós nos esforçamos para refinar e iterar em todas essas áreas, de modo que as versões posteriores ofereçam uma experiência mais e mais atraente, livremente disponíveis e compartilhável para todos.

Naturalmente, a privacidade é extremamente importante para nós neste trabalho. Na história de oito anos do Ubuntu e da Canonical temos sempre colocado a privacidade como uma alta prioridade através de muitos, diversos sites, serviços e softwares que formam a plataforma Ubuntu e a comunidade.

O desafio, claro, é que a privacidade é uma coisa profundamente pessoal e da maneira de você definir as expectativas de privacidade, provavelmente, diferem radicalmente de cada um dos seus amigos, e vice-versa.

(…)

Queremos que o Ubuntu seja uma plataforma segura, previsível e agradável para todos, independentemente de suas opiniões pessoais sobre a privacidade, mas também respeitamos que haverá algumas pessoas que não se sentem bem e estamos fazendo o suficiente para manter suas necessidades de privacidade pessoal.

Eu respeito muito o Stallman e o admiro incondicionalmente, porém acho muito forte e muito “xiita” ou “estremista” da parte dele dizer:

Se você recomendou ou redistribuiu o GNU/Linux, por favor, remova o Ubuntu da sua lista de distros que você recomendaria ou redistribuiria. (…) Em Install Fests, em seus eventos do Software Freedom Day, em seus eventos FLISOL, não instale ou recomende o Ubuntu. Em vez disso, diga às pessoas que o Ubuntu é evitado por espionagem (…) você pode também dizer-lhes que o Ubuntu contém programas não livres e sugere outros programas não livres.

Leia o que a FSF fala sobre o Ubuntu em sua página de distros GNU/Linux: http://www.gnu.org/distros/common-distros.html#Ubuntu

Vinícius, por que o nome do blog é Seja Livre se você está apoiando esta iniciativa não-livre da Canonical?

Em primeiro lugar eu não estou apoiando iniciativa alguma, até por que se você é leitor assíduo do Seja Livre já me viu “descendo a lenha” em iniciativas da Canonical que eu não concordo. Porém, apesar de não concordar com estas e outras iniciativas, eu sou usuário Ubuntu e acho ele uma das únicas distribuições Linux desta nossa geração que seja capaz de competir com soluções fechadas, como o Windows e o Mac. Acho isso não só pela interface “bonitinha” ou pelo “incrível reconhecimento do hardware”, mas levanto esta bandeira pois a intenção por trás do Ubuntu é de torná-lo um “Linux para seres humanos”, ou seja, um Sistema Operacional que tanto os usuários avançados quanto os usuários básicos (ou os recém integrados digitalmente) possam usufruí-lo e integrá-lo com as outras plataformas com facilidade.

Se você está com “medo de usar o Ubuntu” por achar que seus dados serão expostos na web, acesse Configurações do Sistema >> Privacidade e desmarque as opções “incluir resultados de pesquisa on-line” e “registro de atividades” e seja feliz!

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  • Pingback: Canonical poderá mudar as implementações de privacidade no Unity | Blog Seja Livre

  • Frater Linux

    Gostaria de deixar como sugestão assistirem um documentário que esclarece vários pontos discutidos aqui sobre S.L.

    Inproprietário

    • Frater Linux

      Melhor qualidade:

  • https://ontolo.wordpress.com yermandu

    galera, eu tenho uma proposta, uma enquete: quantos dos twitteiros, dos facebookers, gplusers usam Linux, Quantos usam Mac, e quantos usam o … bem voces sabem o nome.
    Vejamos né se os novos SOs são populares ou não ^.^

  • http://www.georgewneto.com George

    O que muitos usuários Linux não enxrgam é que o S.O. não pode ser um fim em si mesmo. Ele é apenas o que permite que você utilize os APLICATIVOS que é o que você realmente deseja fazer na máquina. Ninguem liga o PC, pensando: Vou usar o Windows agora. As pessoas pensam: preciso usar o Word, ou preciso ver meu Facebook, ou quero jogar CS. Não se pensa no S.O. mas nos aplicativos! Ele é o que nos permite usar os aplicativos.
    Pra os usuários Linux não ficarem contrariados, quando ligamos um PC com Linux, não pensamos: Vou usar o Ubuntu, que massa! Não, pensamos, vou usar o Eclipse, ou NetBeans, ou assistir um filme, ou ver meus e-mails, ou jogar CS (via Steam Linux ou Wine, enfim). Resumindo, aplicativos!

    Agora, imagine um fotógrafo, que usa sua máquina digital para trabalhar, o equipamento já vem com o hardware e o software (neste caso, firmware) já instalados, ele não precisa aprender a programar pra poder ajustar abertura de lente, ISO, formato da foto, dimensão, etc, ele usa o sistema pronto e faz o seu trabalho (que é fotografar, não programar).

    Agora, nos sistemas operacionais, os usuários Linux (conservadores), querem que um adolescente que quer apenas JOGAR no PC, saiba programar pra poder configurar os drivers, ambiente gráfico, dependências de biblioteca, compilar o jogo, e finalmente jogar. (Estamos voltando no tempo? Isso me lembra o MSX que tínhamos que passar horas digitando códigos pra poder jogar).
    É mais fácil este adolescente, que não quer fazer Ciência da Computação, comprar um console (Xbox ou PS3) ou ir jogar no Windows 7/8 que é so dar 2 cliques e JOGAR, que é o que ele quer!!!

    Gente, pra o Linux se tornar um Desktop doméstico, ele tem que ser utilizável pelo conhecimento de um usuário doméstico. Assim como Windows e OS X.
    Ou que ele continue, à margem dos usuários Desktop, sendo utilizado apenas por uma parcela de quem trabalha com Tecnologia, ou seja, os seus 1,5% de usuários Desktop.

    É inevitável, que com o Ubuntu aconteça o mesmo que o que houve com o OS X, para se tornar o que é hoje, abandonou a filosofia BSD (Unix).
    Quem hoje quando usa um Macbook, sabe que está usando Unix??
    É cruel mas compare os 4: FreeBSD, NetBSD, OpenBSD e o OS X. Qual deles um usuário doméstico teria condições de utilizar no dia-a-dia?
    O mesmo ocorrerá com Ubuntu.

    Só para esclarescer, sou usuário Linux, tenho 2 notebooks em dual boot: Windows 7/Ubuntu 12.04(32 bits) e Windows 8/Ubuntu 12.04 (64 bits), e utilizo Mint, Debian, OpenSUSE, OpenSolaris, FreeNAS (BSD) e RedHat 6 em VMs.

    • Vinícius Vieira

      Parabéns George, excelente comentário.

    • jose@carlos.com.br

      concordo!!!

    • Frater Linux

      Pessoal! A maioria de vocês não tem perfil para de pessoas que usam Software Livre! Uma licença de Windows é muito barata, estarão economizando horas de experiência e poderão utilizar todos os aplicativos fechados que tanto precisam…
      Usuários de Software Livre amam a liberdade de ter soluções abertas, poder alterar, configurar ou modificar a seu bel prazer! Não ficam escravos de aplicativos, se adaptam e usam sempre alternativas livres. Sinceramente, é uma perda de tempo a pessoa aprender o básico de linux se precisa apenas de soluções comerciais e fechadas…

      • Vinícius Vieira

        Frater, me perdoe a franqueza, mas é justamente por este tipo de pensamento que o Linux, infelizmente, está fadado a ser a minoria inexpressiva dos usuários de desktop.

        Me diz uma coisa, vc já “nasceu” usando Linux ou o descobriu com o passar do tempo? Se foi através da descoberta, ai vai outra pergunta: no início vc absorveu o conceito de liberdade logo de cara ou foi um processo gradativo? Entendeu onde eu quero chegar? Infelizmente nós, que nos achamos os “Sysadmins” só pq usamos Linux, temos a péssima ideologia de querer “enfiar goela abaixo” aos novos users conceitos que nem nós absorvemos com tanta presteza…

        E outra coisa, vc prefere continuar “no seu mundinho” e ser um dos pouquíssimos usuários Linux de desktop (se formos comparar aos outros SOs) ou prefere divulgar e difundir a todos e em qualquer lugar o que acha de bacana no Linux?

        Camarada, são de pessoas como vc e eu que os novos usuários precisam! Pessoas que sirvam de exemplo (um exemplo bom) para que eles trilhem o caminho da liberdade… se tivermos uma postura indiferente estaremos desmerecendo a nós mesmos, pois um dia fomos n00bs tb.

        E se pra vc a liberdade é SOMENTE usar o que é classificado como livre, você não é livre, sabia? O conceito de liberdade é fazer o que quer e o que bem entender, isso sim é liberdade (vá ao Aurélio e pesquise pra ver se eu falo mentira.. rs). Se o cara se acha livre usando o Ubuntu, que seja. Se o cara se acha livre usando o Mageia, que seja também. Nosso papel é mostrar os caminhos e não forçá-los a andar como nós andamos…

        Use seu tempo e seu conhecimento (que eu sei que é muito) para ajudar aos novatos e compartilhar suas experiências, assim como eu também sei que você já tem feito, mas por favor não faça ao contrário, desencorajando-os e sendo, de certa forma, rude.

        • Frater Linux

          “Toda unanimidade é burra”, já dizia Nélson Rodrigues, dramaturgo brasileiro.
          Basta ver porque impera o Windows ;-)
          Querer que o Linux seja o mais usado ou domine o mercado é um pensamento capitalista que os criadores do Win, Mac e todos os mentores de Sotwares Fechados fazem. Só pensam em uma coisa: LUCRO! E muito lucro, de pudessem fazer milhares morrerem de fome para se tornarem mais ricos, pode ter certeza que farão!!!
          Não adianta relativizar ou usar um conceito de liberdade fora de contexto. É muito preciso o conceito de liberdade dentro do Software Livre.
          Em termos gerais, a GPL baseia-se em 4 liberdades:

          A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)
          A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
          A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).
          A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

          Nunca haverá tantos programas de código fechado quanto nos S.O. fechados. Se a pessoa espera que todos seus programas fechados estejam no linux é melhor parar de fantasiar e começar a usar Win ou Mac. Verá que tudo funciona como ele espera. GNU/Linux é muito mais que um núcleo, são centenas de aplicativos livres que encontramos em várias distros. Se a pessoa quer algo profissional e não tem nenhum interesse no Open Source, por que perder tempo aprendendo linux se não vai satisfazer seus desejos e necessidades?

          • Vinícius Vieira

            Meu querido, não precisa “chover no molhado” e me lembrar das Leis da Liberdade do Software, pois sinceramente PRA MIM se você quer ser livre não deve se submeter a leis e regras, pois se for assim você está em uma liberdade condicionada, ou seja, é algo utópico que só se enxerga “de dentro para dentro”.

            As leis de liberdade existem para garantir que EXISTAM softwares totalmente livres e abertos, e não para manietar os usuários que desejam usar seus softwares. O que acontece é uma inversão de objetivos que infelizmente muitos usuários fazem.

            Não quero unanimidade de pensamentos, se você entendeu isso entendeu errado (ou eu me expressei errado). O que solicito é o “desarmamento de conceitos” e o respeito ao usuário comum.

            Se pra você não é importante evangelizar novos usuários, apresentando-os ofertas interessantes no Linux, ok! Se você acha que todo usuário Linux tem que ser “um marxista do GNU”, ok também!

            Porém assim como você quer que respeitemos seu ponto de vista (o qual é muito importante pra mim), eu peço que respeite o nosso e principalmente, respeite os novos usuários.

            Me diz uma coisa, se você tiver que dar uma palestra sobre software livre para uma platéia que nem se quer se interessa no assunto, será que com esta linha de pensamento você conseguirá mostrar os benefícios do SL e, quem sabe, angariar novos usuários?

            Sinceramente, qual seria o futuro do Linux se dependesse de pensamentos como esse?

  • Frater Linux

    Mageia Linux provou que é possível um sistema ser extremamente leve, amigável e eficiente sem precisar estar ligado a uma empresa ou objetivar lucro. É possível uma distro ter qualidade e ser comunitária!!!

    • Vinícius Vieira

      Com certeza Frater! NADA seria possível sem o auxílio da comunidade… porém o que me intriga (não estou falando da comunidade Mageia) é que certas comunidades de certas distros parecem que só se preocupam consigo mesma. Deixam claro, por vezes nas entrelinhas e por vezes bem explícito, que não se interessam em “evangelizar” novos usuários, e quando o fazem querem que o coitado absorva toda a carga histórica e política do Software Livre, e isto está completamente errado. No meu ver, se um usuário quer usar Linux pois acha “bonitinho”, tá valendo. Se outro quer usar por achar interativo, tá valendo. Se outro entende a cultura livre e quer usá-lo para se libertar, também está valendo do mesmo jeito que os anteriores.
      O Mageia realmente é uma distro incrível: muito bem apresentada e bastante fácil, porém creio que falta um pouco mais de divulgação. Veja o exemplo do Fedora: até a pouco tempo a comunidade Fedora era bem restrita, porém de uns ano pra cá eles entenderam a iniciativa de evangelizar novos users, e a distro está tendo um crescimento estrondoso!
      Inclusive coloco o Seja Livre à disposição para que vc nos envie uma matéria apresentando o Mageia, seus benefícios, suas facilidades, sua comunidade, enfim, será um prazer poder ajudar na divulgação da distro.

      • Frater Linux

        http://www.mageia.org/pt-br/contribute/

        Muitas pessoas à volta do mundo reúnem-se para compilar a Mageia – um sistema operativo baseado no Linux e uma comunidade viva e divertida para compilar projectos de código livre.

        Toda a gente pode contribuir, isto é ‘Software’ Livre! Se está curioso e deseja juntar-se, existem algumas coisa que pode fazer, dependendo do seu tempo e dos seus conhecimentos; encontrará sempre alguém para lhe dar as boas-vindas e o ajudar caso seja necessário, para que tenha um bom contributo para o projecto.

  • http://www.promob.com Leonardo Salvadori

    Boas, acho que a Canonical falhou em não deixar tudo isso mais “Claro” logo no início, sempre achei a idéia “Livre” muito atrativa, espero que continue assim, Parabéns pelo Post Vinícius, isto só enriquece o conteúdo do blog. forte abraço.

    • Vinícius Vieira

      Obrigado Leonardo!

  • jose@carlos.com.br

    Vou dar minha opinião seriamente. Embora o “espírito” de spyware esteja presente, a Canonical recolhe somente informações sobre navegação.
    .
    Obviamente o recurso pode ser desativado mas, o mais importante: durante a instalação o usuário NÃO é avisado dq este recurso será instalado e estará ativo por padrão.
    .
    Tb NÃO explica como desativá-lo.
    .
    Qdo vc instala o debian, tem um programa que – se ativado – manda informações sobre programas mais usados, a fim da fundação debian manter um “score” dos aplicativos que os usuários mais usam.
    .
    E o debian EXPLICA isso durante a instalação.
    .
    Uma coisa muito chata foi a canonical não tornar claro o que iria acontecer, quando e como.
    .
    Isso deu uma sensação de que estava agindo “debaixo dos panos”.
    .
    O Mark “nome difícil” deu uma entrevista recentemente explicando o que o dash vai se tornar no futuro e a história toda passa a fazer sentido.
    .
    Que a canonical entenda que pode conjugar suas idéias com uma política mais clara que,a meu entender, foi propositadamente “não revelada”, não digo “escondida”.

    • Vinícius Vieira

      Concordo. Realmente as coisas poderiam ter sido deixadas mais as claras mesmo.

  • Carlos Felipe

    Se vcs já, desculpem-me o termo, abriram as pernas pro Mark Zuckerberg, pros caras do Google, por que fazer mimimi com a Canonical? Deixem de ser frescos…

  • http://www.daysoff.com.br Luiz Sabiano

    Apesar de atualmente estar usando Fedora, iniciei minha experiencia Gnu/Linux com o ubuntu. Este é uma excelente distro. Ser livre é ter livre arbítrio para escolher seu sistemas, independente de quanto livre é esta distribuição. Melhor que criticar é estabelecer pontos fortes e fracos de cada distribuição.

    • Vinícius Vieira

      Grandes palavras Luiz. Excelente!

  • luiz monteiro

    Infelizmente, não vejo mais nenhum interesse em ler o seu Blog, daqui em diante, uma pena, mas achei que tinhas uma opinião independente, me enganei, vai um abraço.

    • Vinícius Vieira

      Meu querido, se esta é sua decisão, vá em paz!

      “Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria”. Joseph Campbell

  • jose@carlos.com.br

    aposto que o ubuntu está cedendo espaço na locaweb pro seu site, só pode………….

    • Vinícius Vieira

      Legal a tentativa, mas não hospedamos na Locaweb….

      • jose@carlos.com.br

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… foi só p zoar c vc. N leve a mal mas artigo q n tem uma acuzaçãozinha de favorecimento n tem graça nenhuma!… ;-))

  • Eduardo Hernacki

    “Porém, apesar de não concordar com estas e outras iniciativas, eu sou usuário Ubuntu e acho ele uma das únicas distribuições Linux desta nossa geração que seja capaz de competir com soluções fechadas, como o Windows e o Mac.”

    Experimente o openSUSE pra valer, ele vai fazer você mudar de opinião.

    • Vinícius Vieira

      Cara, já tentei utilizá-lo com usuários novatos no Linux e não fui muito feliz… um outro ponto que, pra mim, ele deixou a desejar foi a complexidade do gerenciador de instalações via gráfico. Com o Zypper no terminal ele vai que é uma beleza, mas com o Yast via gráfico não me dei muito bem com ele (falando do ponto de vista de um novo users, né)

      • Eduardo Hernacki

        Sim, de fato é um pouco confuso para usuários que vieram do Windows.
        Só que tem o Yast2install que é muito funcional. E os pacotes do repositório estão sempre sendo atualizados com o sistema quando há falhas de segurança.
        Em ambiente empresarial, o openSUSE tem um bom diferencial.

        Enfim, pra mim ele é poderoso e muito mais estável :)

        • Vinícius Vieira

          Eduardo, o que você acha de compartilhar conosco uma matéria explicando o uso do Yoast e do Yoast2install?

  • Marta Vuelma

    Excelente texto, de uma lucidez rara hoje em dia. Parabéns.

    • Vinícius Vieira

      Obrigado Marta!